14/10/2013

Bicho da Farinha (tenebrio molitor)

O tenebrio chega a nós desta forma. São larvas de tamanho médio/grande que podemos manter em casa, basta juntar um substrato base (farelo) que servirá de alimento às larvas durante todo o processo.

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No entanto, aqui por estes lados damos uma alimentação mais completa, que consequentemente resultará numa melhor nutrição para os nossos animais. Optamos por juntar Cenouras, couves, feijão verde e outras verduras que são rapidamente devoradas em poucas horas. Basta colocar estes elementos sobre as larvas e o farelo. Não é necessário "enterrar" ou "penetrar" no substracto.

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Com o passar dos anos, e o vício sempre a crescer, começamos a adquirir novos animais para melhorar/aumentar a nossa colecção e o preço da alimentação começa a sentir-se cada vez mais. Está na altura de fazer um pequeno plano de criação para atenuar um pouco as despesas. É então que estudamos as fases da vida de um tenebrio.
Chega a nós em forma de larva que mal conseguimos pegar nos primeiros dias pois ainda não estamos familiarizados com a "coisa". 

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Depois de algumas semanas a comer aquilo que lhes dermos e de mudar algumas vezes de "casca", transformam-se naquele que é o momento mais nojento para muitos. A pupa.
 
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Nesta fase (pupa), não é necessário qualquer tipo de alimentação ou substracto, basta deixar o tempo passar até que o novo escaravelho sai do interior da pupa.
Na imagem em baixo estão dois escaravelhos diferentes, no entanto são iguais. O que faz deles ter cor diferente é o facto de o escaravelho da esquerda ter saído do seu "casulo" (a pupa) pouco tempo antes da fotografia, enquanto que o escaravelho da direita (preto) já tem alguns dias e está preparado para acasalar com outro escaravelho.

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Na próxima imagem temos 3 escaravelhos. Ao centro um branco (recente), à direita um castanho (fase intermédia) e sobre a esquerda um preto (adulto).

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Todos acabarão por chegar a este aspecto. Escaravelhos pretos, praticamente todos do mesmo tamanho e com vontade de acasalar. É muito difícil distinguir um macho de uma fêmea, na verdade nem vale a pena tentar, Pense é em recolher a maior equipa possível.

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A imagem abaixo está dividida em 3 partes obvias. Em baixo temos farelo, o substracto base onde os escaravelhos irão colocar os ovos depois de acasalarem. Recomendo uma caixa de plástico completamente coberta com uma altura de cerca de 5/10 cm de farelo. Na secção escura ao centro temos os escaravelhos adultos, prontos a reproduzir. Não necessita de qualquer tampa pois estes insectos não conseguem trepar o plástico liso da maioria das caixas. Em cima temos as pupas, que podem ser "atiradas" para a caixa dos escaravelhos onde acabarão por se transformar e começar logo a reproduzir. No Entanto, se não quiser correr o risco de um escaravelho comer uma pupa, pode juntar os escaravelhos quando estes estiverem fora da pupa, mas não levemos o caso ao extremo, a vida é mesmo assim e não é grande a diferença de algumas centenas de ovos no meio de tantos milhares produzidos por esta equipa.

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Passadas algumas semanas, temos os escaravelhos quase todos mortos. Chegou a altura de peneirar todo esse "lixo" e ficar apenas com um monte de farelo, excrementos e ovos.
Chegamos à fase terminal do processo. Temos as nossas colónias a renascer. Nestas caixas estão milhares de ovos invisíveis. Cada um deles resultará numa nova micro larva que eclodirá passado alguns dias/semanas dependendo da temperatura que usar.
Nas nossas modestas instalações temos uma divisão que está a uma temperatura constante que ronda os 25ºC e por isso não sentimos necessidade de proporcionar calor individual para cada colónia, no entanto uma temperatura a rondar os 28ºC é uma boa opção. Neste caso nem sempre se aplica a situação do "quanto mais quente melhor".
Na figura abaixo pode ver duas caixas contendo a maravilhosa mistura (farelo, excrementos e ovos).

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O tão esperado momento chega passadas algumas semanas. Temos micro larvas que já se conseguem ver a olho nu, embora com alguma dificuldade.

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Nunca espere que toda a colónia evolua ao mesmo ritmo. É óbvio que as larvas não vão eclodir todas no mesmo dia e por isso, numa fase inicial notará a diferença entre elas, até estas chegarem ao tamanho médio. Na figura abaixo pode ver mais micro larvas, embora estas um pouquinho maiores que as da imagem anterior.

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Passadas largas semanas, terá larvas de tamanho considerável, e poderá começar a dar alimentação variada em maior quantidade pois estas novas aspirantes a "super larvas" já darão conta do recado.

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Em baixo tem imagem de um tenébrio de tamanho médio.

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Recomendo que tenha especial atenção à grossura do substracto que usa pois nem todos são fáceis de peneirar. Se usar um substracto grosso de mais, não passará ao peneirar.
O substracto que usamos é "farelo fino" que podemos peneirar facilmente, ficando com a peneira cheia de larvas limpas prontas a servir.


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Fotos e texto retirados do site:

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