30/07/2017


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Rafael Garcia
Madrid, Espanha

Ele compra aves recém-nascidas e  alimenta-as com uma seringa. Todos os dias, alimenta cerca de 40 agapornis. Depois de elas estarem crescidas vende-as. “Depois da minha mulher vêem as aves. Não consigo ficar sem as aves”, afirma.




29/07/2017


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Manuel Cardoso
Almerim, Portugal

Manuel Cardoso é criador de diversas espécies, entre araras, catatuas, papagaios, agapornis e muitas outras aves.  Ele tem uma incrível diversidade de espécies num espaço que ocupa uma grande área de sua casa. “Tenho uma grande paixão pelas aves”, afirma.




28/07/2017

Observação de Aves – parte1

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Observação de Aves – parte1
Nos 15 anos de história do Grupo Flamingo, a observação de aves (BirdWatching) e a educação ambiental associada a esta prática na natureza tem sido uma constante. Portanto é nos possível dar alguns conselhos para como o fazer correctamente, ou seja, de modo a que se obtenha mais resultados com o mínimo impacto para a vida selvagem.

Primeiro de tudo há que ter algum espírito de aventura e gosto pela natureza, até porque nunca se sabe o que se vai encontrar pelo caminho. Arranjar companhia é muito importante pois 4 olhos ouvidos são melhores que 2, para não falar que é mais desafiante e competitivo. Atenção que grupos muito grandes não são recomendados. Mas o que é essencial lembrar é respeitar o bem-estar das aves, visto que o birdwatching é uma actividade amiga da natureza desde que não haja perturbação do seu espaço e ciclo de vida, há que estar muito atento às nossas acções enquanto os obsevamos. De seguida é crucial estar preparado com o equipamento base, que consiste em:
  • Calçado e roupa confortável e adaptada para as condições climatéricas e terreno envolvente. Tenha em mente que um casaco rosa-choque ou chinelos de praia não vão ser práticos neste aspecto.
  • Binóculos para auxiliar na aproximação visual às aves, pois elas nem sempre estão ou se chegam perto.
  • Máquina fotográfica vai permitir um registo mais fácil para a identificação dos bichos e dos habitats onde eles se encontram.
  • Guia de campo com as aves de Portugal ou da Europa, que estão muito bem ilustrados e com informações adicionais sobre a sua ecologia, canto e descrição.
Fique atento à segunda parte que sairá no próximo mês, onde se falará de como, quando e onde as encontrar, técnicas de observação e ainda mais dicas.

26/07/2017

Cientistas revelam que os corvos são capazes de fazer planos para o futuro

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 Um grupo de cientistas revelou que, tal como os humanos e os grandes primatas, os corvos têm a capacidade de resolver problemas de lógica para obter prémios. Aliás, estas aves também são capazes de renunciar a uma recompensa imediata para conseguir outra melhor no futuro. 

Para testar essas capacidades, os cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, submeteram cinco corvos – dois machos e três fêmeas – a uma série de testes. No primeiro, as aves foram treinadas para usar uma ferramenta para abrir uma caixa, de modo a receberem uma recompensa.
 
Depois, os corvos receberam a ferramenta para abrir a caixa, tal como outros itens que tinham o objetivo de distrair os animais.

Segundo o estudo publicado na Science, quase todos os corvos escolheram a ferramenta correta e, ao receberem a caixa 15 minutos depois, usaram a ferramenta para a abrir, “com uma taxa de sucesso de 86%”.

Aliás, os corvos conseguiram ainda manter essa capacidade de previsão até ao dia seguinte para abrir a caixa com a ferramenta adequada.
Mas o mais interessante aconteceu quando os cientistas ofereceram diferentes objetos aos animais, entre eles uma ficha que as aves aprenderam que podiam trocar por um pequeno prémio. Sempre que os especialistas mostravam a ficha, os corvos escolhiam-na para obter um pequeno prémio de imediato.

No entanto, quando ofereceram aos corvos uma caixa junto com a ferramenta para a abrir, e uma recompensa imediata, os animais escolheram a primeira opção porque sabiam que poderiam abrir a caixa mais tarde e obter um prémio melhor.

Segundo os especialistas, os corvos escolheram a ficha que poderia ser usada mais tarde para troca com um sucesso de 78%, demonstrando também uma boa capacidade de reflexão quando tinham de escolher entre uma recompensa imediata ou uma recompensa maior quando conseguissem abrir a caixa.

“Este estudo prova que os corvos tomam decisões para o futuro sem terem em conta o que estão a sentir no momento”, destacam os cientistas, sublinhando que os animais mostraram capacidades semelhantes ou superiores às de crianças de quatro anos.

Mas esta não é a primeira vez que os corvos surpreendem os humanos com a sua inteligência. Um estudo publicado no mês passado concluiu que estas aves são capazes de se lembrar durante um mês do rosto de uma pessoa que os tenha enganado numa situação.

Deste modo, os cientistas colocam a necessidade de se continuar a estudar o cérebro destes animais. “Os corvos são tão inteligentes, provavelmente devido a uma combinação de muitos fatores, como o seu grande cérebro com muitos neurónios e condições ambientais que podem ter requerido habilidades cognitivas complexas, ou seja, a necessidade de se resolver problemas como encontrar fontes de alimento separadas”, explica Can Kabadayi, da Universidade de Lund.

25/07/2017

Britânicos voltam a contar, medir e pesar todos os cisnes de Londres

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Já começou a tradicional contagem anual dos cisnes em Londres. Até ao final da semana, os contadores oficiais vão percorrer o rio Tamisa para identificar, pesar e medir todos os de cisnes da cidade.
Esta é também uma forma de assegurar que os cisnes da capital britânica estão saudáveis, sendo cada um deles examinado para procurar ferimentos ou indícios de doença, conta a Associated Press.
O Censo Anual dos Cisnes é uma tradição com quase mil anos, especialmente importante no século XII quando estas aves eram uma importante fonte de alimento.
Atualmente, os cisnes são considerados animais protegidos no Reino Unido e, por lei, os de Londres são propriedade da Rainha Isabel II.

24/07/2017

Quercus pede "atuação rápida e urgente" no caso da morte de aves na Moita

Pedido é dirigido ao Ministério do Ambiente e ao Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente. Em causa está o surgimento de várias aves mortas na Moita e que já está a ser investigado pela Câmara.

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A Quercus exigiu este domingo uma "atuação rápida e urgente" por parte do Ministério do Ambiente - através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT) - e do Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) face ao aparecimento de várias aves e peixes mortos no Rio da Moita e na Caldeira da Moita, no distrito de Setúbal.
Segundo a Quercus, devem ser realizadas "análises à água dos locais afetados" e deve-se proceder à "deteção de potenciais fontes de poluição". "Do mesmo modo, deve ser analisado o nível de toxicidade presente nos animais já mortos e identificados os poluentes", refere o comunicado, assinado pela direção nacional da Quercus.
Em 12 de julho, a Câmara Municipal da Moita anunciou que estava a investigar o aparecimento de vários animais mortos, em especial patos, na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira.




Na altura, a autarquia referiu que surgiram "muitos exemplares de aves mortas", informando que já tinha contactado o SEPNA, a Divisão de Alimentação Veterinária de Setúbal e a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo também efetuado várias análises com o Laboratório Pró Qualidade (LPQ) para investigar as causas.
"A morte repentina de tão elevado número de animais e a diversidade de espécies afetadas (sendo que os relatos mais recentes identificam patos, pombos e peixes) leva a pressupor que não se trata de uma qualquer doença súbita, mas sim consequência de uma qualquer descarga ilegal de elevada carga poluente, ou técnicas inadequadas e proibidas de controlo de espécies", conclui a Quercus.
Para a associação ambientalista, é "inadmissível que este tipo de incidentes ocorra sem que haja uma explicação cabal e totalmente esclarecedora das suas causas e origens".

17/07/2017

Vários casais de abutre-preto voltaram a nidificar este ano no Alentejo

Vários casais de abutre-preto voltaram a nidificar este ano no Alentejo, em ninhos artificiais instalados na Herdade da Contenda, no concelho de Moura, anunciou hoje a Liga para a Proteção da Natureza (LPN). 

"Tal como nos dois últimos anos, um desses casais criou com sucesso uma cria de abutre-preto, dando assim continuidade ao restabelecimento de um núcleo reprodutor desta ave no sul de Portugal", adianta a LPN em comunicado. 

A monitorização realizada pela LPN em colaboração com a Herdade da Contenda confirmou este ano a existência de três a quatro casais nidificantes de abutre-preto nesta herdade, no concelho de Moura, um dos quais num ninho natural construído pela espécie.

Outros casais usaram os ninhos artificiais instalados pelo projeto LIFE para promoção do habitat do lince-ibérico e do abutre-preto no sudeste de Portugal. 

Segundo a LPN, "dois destes casais fizerem postura de um ovo (como é característico da espécie), dos quais nasceram duas crias de abutre-preto". 

Uma das crias sobreviveu apenas alguns dias, mas a outra encontra-se já com quase três meses de idade e em "perfeitas condições físicas".

Esta cria de abutre-preto foi marcada com uma anilha com um código, que permitirá continuar a identificá-la quando deixar o ninho, refere a liga, adiantando que se trata de uma fêmea, conforme revelou uma análise genética efetuada.

Desde que em 2015 a espécie voltou a reproduzir-se no Alentejo, após mais de 40 anos sem registo de reprodução a sul do rio Tejo, este é o terceiro ano consecutivo que o abutre-preto cria com sucesso na região. 

"Este é um resultado que vem reforçar o restabelecimento de um núcleo reprodutor desta ave no Alentejo, tendo sido possível, sobretudo, em consequência das medidas implementadas no âmbito do projeto LIFE", coordenado pela LPN, e da "indispensável colaboração da Herdade da Contenda, Empresa Municipal", salienta a liga.

Segundo a LPN, "os abutres são extremamente importantes para manter a sanidade dos ecossistemas, estando no entanto ameaçados de extinção em Portugal e sujeitos a diversas ameaças à sua sobrevivência, a maioria de origem humana, de onde se destacam o envenenamento ilegal e a escassez de alimento"

A liga alerta que a utilização do 'diclofenac' (um anti-inflamatório não esteroide) para o tratamento do gado representa um enorme risco para estas aves necrófagas em Portugal, "especialmente agora que o Estado Português está a avaliar a autorização do seu uso na pecuária". 

Várias organizações ambientalistas lançaram hoje uma campanha, "Não sejas tu o abutre", que reclama a proibição deste fármaco na Europa.

A campanha é promovida pelas organizações SEO/BirdLife, WWF Espanha, Sociedade Portuguesa para o Estado das Aves e Vulture Conservation Foundation.

16/07/2017

Câmara da Moita investiga aparecimento de aves mortas na Caldeira da Moita

A Câmara Municipal da Moita está a investigar o surgimento de vários animais mortos, em especial patos, na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira, anunciou hoje a autarquia.

"Nos últimos dias, surgiram muitos exemplares de aves mortas na confluência do Rio da Moita com a Caldeira da Moita, junto ao Largo da Feira. A fim de apurar as causas deste incidente, a Câmara Municipal da Moita tem estado a proceder a diversas diligências junto das entidades competentes", refere a autarquia, em comunicado.

Nas redes sociais surgiram vídeos e fotografias em que é possível ver os animais muito debilitados ou já mortos na zona da Caldeira da Moita.

A autarquia salienta que já contactou o Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente da GNR e a Divisão de Alimentação Veterinária de Setúbal, a Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tendo também efetuado várias análises com o Laboratório Pró Qualidade (LPQ) para investigar as causas.

Também o Partido Socialista da Moita abordou o tema, lembrando que já tinha interrogado a autarquia, liderada por Rui Garcia (CDU), sobre o assunto.

"Não obstante o PS ter interrogado a Câmara sobre a morte de patos e peixes no Rio da Moita e na Caldeira e termos obtido como resposta que já tinham feito queixa à GNR e a diversas entidades, a verdade é que a mortandade continua", refere o PS Moita.

Os deputados do PS, eleitos pelo Círculo Eleitoral de Setúbal, anunciaram hoje que já questionaram o Ministério do Ambiente sobre a ocorrência detetada.

"Na vala real que percorre a área que vai da Autoeuropa (Palmela) até à caldeira da freguesia de Moita (Moita) foram, recentemente, identificados patos e pombos mortos, o que permite presumir ter existido descarga inadequada", referem os deputados.

Eurídice Pereira, deputada e coordenadora do grupo de deputados socialistas de Setúbal, refere que é público que a ocorrência foi participada à GNR, mas que se desconhecem mais pormenores.

"Queremos saber se é do conhecimento do Ministério do Ambiente a referida ocorrência e o que dela se conhece, se teve participação da ocorrência por parte da Câmara Municipal da Moita, que diligências pretende o Ministério desenvolver para identificar a origem do problema e procurámos ainda saber se, nos últimos três anos, teve algum conhecimento de ocorrências na referida vala e que medidas foram tomadas", afirmou.

13/07/2017

CERVAS devolve 55 aves selvagens à natureza

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A partir de hoje e até ao final de Agosto, o Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS), de Gouveia, inicia um conjunto de diversas acções de devolução à Natureza de 55 aves selvagens que foram acolhidas no centro com vários problemas, a decorrer em diferentes pontos dos distritos de Viseu, Aveiro, Guarda e Coimbra.

12/07/2017

Festival de Observação de Aves de Sagres recebe Menção de Mérito em concurso nacional

 photo Sagres_Festival-de-Observacao-de-Aves_er_17_zpszmwtdwwn.jpgO Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza de Sagres recebeu uma Menção de Mérito, na área Economia/Turismo, no âmbito do concurso “Melhores Municípios para Viver”, organizado pelo Instituto de Tecnologia Comportamental da Universidade de Lisboa.
A cerimónia de entrega dos prémios decorreu esta terça-feira, 27 de Junho, na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.
O galardão foi entregue a Adelino Soares, presidente da Câmara de Vila do Bispo, que, na ocasião, fez a apresentação pública do projeto.
Este concurso, de âmbito nacional, dá a conhecer projetos que promovem e fomentam a qualidade de vida nos Municípios portugueses, e tem como objetivo premiar a criação e implementação de projetos municipais que procuram aumentar a qualidade de vida da população, do município onde residem, a nível social, ambiental ou económico.
Quanto ao Festival de Observação de Aves é uma atividade integrável no turismo de natureza e com «excecional potencial na região de Sagres, reconhecida pelo facto de apresentar valores naturais e condições no terreno que podem competir com vantagem face a outros destinos semelhantes, como é o caso de Espanha», considera a autarquia vilabispense.
Portugal dispõe de inúmeros locais com interesse para a prática da observação de aves. «Localizado no concelho de Vila do Bispo e integrado no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, Sagres é um local de destaque para a avifauna nacional, pois aqui podem ser observadas praticamente todas as espécies presentes no país, acolhendo ainda outras únicas», acrescenta.
É que, segundo a Câmara de Vila do Bispo, «Sagres apresenta-se como palco de um fenómeno natural que, em Portugal, não encontra semelhante – a grande migração outonal de passeriformes, rapinas diurnas e noturnas, aves marinhas e, de forma mais emblemática, as grandes aves planadoras. De Agosto a Novembro, esta zona torna-se no ponto de congregação de aves migratórias no nosso país».
Também por isso «Sagres tem vindo a ser progressivamente procurada, sobretudo nas duas últimas décadas, por turistas e investigadores da ornitologia provenientes de todo o mundo».
 photo vila-do-bispo-preacutemio-768x564_zpsl94wxgil.jpg Este projeto, promovido e organizado pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, em parceria com a Almargem e a SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, já tinha sido distinguido em 2015, com o prémio “Município do Ano Portugal 2015”, atribuídos pela plataforma UM-Cidades da Universidade do Minho.
No ano de 2016 Vila do Bispo obteve mais uma distinção nacional, com este projeto: um 1º prémio, a nível nacional, na categoria “Prémio Sustentabilidade 2015-2016”, atribuído pela ExpoEventos.
Este ano o Festival de Observação de Aves realiza-se de 4 a 8 de Outubro.

10/07/2017

Descoberta espécie de papagaio amazônico que imita sons de gaviões

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RIO — Uma nova espécie de papagaio foi descoberta na região Amazônica, na Península de Yucatán, no México. Batizada como Amazona gomezgarzai, a ave é considerada única pelas penas azuis nas asas e pela coroa verde, que contrasta com as coroas azuladas das outras espécies amazônicas conhecidas. Além disso, o canto se parece com o de aves de rapina, algo nunca visto entre papagaios.

“Uma característica muito distinta é seu canto alto, afiado, curto, repetitivo e monótono, vocalização mais reminiscente à dos gaviões que à dos papagaios que conhecemos”, disseram os pesquisadores em artigo publicado nesta terça-feira na “PeerJ”.

O animal foi encontrado em 2014 pelo ornitólogo Miguel A. Gómez Garza, da Universidade Autônoma de Nuevo León, em Monterrey, mas descrito cientificamente como uma nova espécie apenas agora. Em entrevista ao “Guardian”, Gómez Garza recordou o momento em que avistou meia dúzia de papagaios numa árvore, com plumagem azul e a fronte vermelha, cores diferentes das outras duas espécies conhecidas que habitam a região.

— Eu não conseguia acreditar — contou Gómez Garza. — O barulho diferente pertencia a um papagaio diferente.

 photo xblue-wingedparrot.jpg.pagespeed.ic.T8i2SxreuA_zpsagd2sj67.jpg O A. gomezgarzai mede cerca de 25 centímetros de altura e vive em pequenos bandos, com até 12 indivíduos. Os casais com seus filhotes tendem a ficar juntos, e isso é observável nos grupos. Como todos os membros do gênero Amazona, o papagaio é herbívoro, com dieta baseada em sementes, frutas, floras e folhas.

O canto parecido com o de aves de rapina ainda não tem uma explicação, mas os pesquisadores especulam que a imitação do predador pode assustar outros pássaros, deixando mais alimentos para os papagaios.

Com autorização do governo mexicano, um macho e uma fêmea foram capturados para a realização de exames. Testes de DNA indicaram que a espécie evoluiu do Amazona albifrons, que era nativo na região há cerca de 120 mil anos.

Após a descrição científica, a preocupação é a com a manutenção. Pelas suas observações, Gómez Garza acredita que existam não mais que cem papagaios dessa espécie, o que torna a conservação urgente.

— Globalmente, os papagaios enfrentam a destruição de seus habitats — disse o pesquisador. — O comércio ilegal internacional não é tão alarmante como em anos atrás, mas continua localmente com algumas espécies.

08/07/2017

O maior canário do mundo é da ilha de São Tomé


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Quando pensamos em canários vem-nos logo à cabeça uma ave amarelinha. Mas esqueçamos as ideias feitas, porque o maior de todos é castanho-escuro, quase arruivado, e tem um grande bico. É também uma ave imprevisível: foi vista pela primeira vez no final do século XIX e depois foram precisos mais de 100 anos até ser de novo observada. O bico-grossudo-de-são-tomé vive nas florestas primárias no Sul da ilha de São Tomé, no golfo da Guiné, e nos últimos anos tem sido alvo de um novo estudo e até ganhou um novo nome científico: agora é o Crithagra concolor, como se pode ler num artigo na revista International Journal of Avian Science.

Em 1888, o naturalista português Francisco Newton apanhou o primeiro bico-grossudo-de-são-tomé. Ou melhor, um anjolô, como ficou conhecido na altura em associação a tcholô, que significa “ave” para os habitantes do arquipélago de São Tomé e Príncipe. Dois anos depois, o naturalista capturou mais dois exemplares. Um deles, que serviria para descrever a espécie, foi para o Museu de História Natural de Londres. Os outros foram para o Museu de História Natural de Lisboa e em 1978 acabaram por ser destruídos por um grande incêndio.
Digamos que o século XX foi negro para esta ave. Pensava-se até que estivesse extinta. Só em 1991 foi vista por observadores de aves britânicos e sul-africanos, como nos indica Martim Melo, biólogo do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (Cibio), da Universidade do Porto, e principal autor do artigo na International Journal of Avian Science.

 photo 1141540_zpsbidwpple.jpgO século XXI marcou um novo rumo. Em Janeiro de 2002, a ave foi observada pela equipa de Martin Dallimer, da Universidade de Leeds (Reino Unido). Nesse mesmo ano, Martim Melo iniciou um doutoramento sobre a origem das aves endémicas de São Tomé e Príncipe. Afinal, só as florestas de São Tomé há 17 aves que só vivem ali. Têm mais duas espécies endémicas que partilham com a ilha do Príncipe e uma outra que também se encontra no Príncipe e na ilha de Ano-Bom (da Guiné Equatorial).

Martim Melo sabia que para encontrar o bico-grossudo-de-são-tomé tinha de ir pelas florestas primárias e, para isso, teve a ajuda de três são-tomenses que conheciam bem o terreno: Pedro Leitão, Luís Mário e Lúcio Primo. Foi nessa aventura que em Dezembro de 2002 observou a ave pela primeira vez. Encontrou também um arbusto endémico (o Dicranolepis thomensis), como o que Martin Dallimer tinha encontrado quando observou o bico-grossudo-de-são-tomé. Contudo, as bagas ainda estavam verdes. Esperou um mês e, já em 2003, Martim Melo voltou ao local. Mas continuavam verdes.

Como resolver o problema? Pintou-as de vermelho e colocou lá redes. Parecia ter sido em vão. E quando estava prestes a retirar as redes, eis que viu que estava lá uma ave: o imprevisível bico-grossudo-de-são-tomé. “Um enorme grito ecoa pela floresta”, contou Martim Melo num resumo sobre o artigo.

Apesar dos esforços nos anos seguintes, em 2005 apanhou mais dois exemplares. E em 2011, numa expedição financiada pela National Geographic, capturou outro. Próximo passo: perceber em laboratório a evolução desta ave. Afinal, como dizia no resumo: “Conseguir amostras de sangue desta espécie soa um pouco como pôr as mãos no Santo Graal.”

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Antes de libertar os exemplares, mediu-os e recolheu amostras de sangue. Percebeu então que era mesmo um canário, pois antes havia a dúvida se seria um tecelão ou um canário. Esta “expedição” em laboratório levou também a que lhe fosse dado um novo nome. Em vez de Neospiza concolor, como a designou o zoólogo José Vicente Barbosa du Bocage (1823-1907), passou a ser Crithagra concolor, que pertence à família Fringillidae, onde estão os canários.

Percebeu assim que estava perante o maior canário do mundo. Tem cerca de 20 centímetros e ultrapassa o Crithagra burtoni (ou canário-cinzento-das-montanhas, que se encontra no Monte Camarões ou em montanhas de Angola), que tem cerca de 15 centímetros. O Crithagra concolor é também 50% mais pesado do que o seu “parente”.

E como é que o bico-grossudo se tornou gigante? Por enquanto há só hipóteses. “Muitas vezes nas ilhas, as espécies aumentam de tamanho”, explica Martim Melo. Isto porque em geral há pouca competição entre espécies e a espécie que chegou primeiro, neste caso o bico-grossudo-de-são-tomé, vai crescer mais. E quando chegaram à ilha outros indivíduos da mesma espécie, a competição aumentou (como aconteceu com a chegada do canário-de-são-tomé-e-príncipe), nomeadamente por recursos alimentares. No final, os indivíduos que divergiram mais foram favorecidos. O antepassado do bico-grossudo terá sido assim o que cresceu mais, tornando-se um canário gigante. Além disso, o seu bico de dois centímetros conseguia sementes que o canário-de-são-tomé-e-príncipe não conseguia.

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Quanto à sua cor diferente da de outros canários, também há só hipóteses. A cor é um sinal de saúde nas aves e atrai mais as fêmeas. Vem de substâncias como os carotenóides (um grupo de pigmentos naturais reconhecidos como compostos bioactivos benéficos para a saúde) importantes para o sistema imunitário e também dão a cor amarela (por exemplo) aos canários. Como nas ilhas há menos parasitas, a cor deixa de ter a função de mostrar que têm saúde.

A má notícia é que este canário está “criticamente em perigo” segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza. “É pouco vista”, diz o biólogo. “Há menos de 50 indivíduos adultos, mas pode não ser bem assim. Queremos que fique pelo menos ‘em perigo.’” E ainda há outras questões, como: “Por que é que só aparece na floresta primária?” Por enquanto, Martim Melo tem uma certeza: “É um canário como os outros, mas muito mais distinto.”
 

07/07/2017

 photo 825420_ee2ee7eb525e4e8698afdc9c30abd211_zps22iixdwj.pngHERMAN RISING
Halsset, Bélgica

Ele é um artista do desenho que tem fascínio por aves de países tropicais. Nascido na Polônia, numa época de guerra e pobreza, os seus primeiros desenhos foram feitos em papéis de jornais.





A rara alma-negra está - mesmo - a colonizar os Açores

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A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) confirmou nesta terça-feira a nidificação de uma ave rara na Europa na reserva natural do Ilhéu de Baixo, junto à costa da ilha Graciosa, nos Açores. A Bulweria bulwerii é conhecida pelo nome comum de alma-negra.
“Esta descoberta confirma as suspeitas da existência de outra colónia de alma-negra nos Açores, que até ao momento estava apenas certa no ilhéu da Vila em Santa Maria, onde nidificam 50 casais”, afirma Ricardo Ceia, doutorado em biociências e coordenador da SPEA Açores.

Tendo em conta a sua área de distribuição reduzida, a alma-negra é classificada como um espécie “em perigo” de extinção no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Por isso, Ricardo Ceia salienta que a presença de “uma população tão pequena e restrita” no Ilhéu de Baixo é “extremamente importante para a sua conservação, pois caso aconteça alguma coisa à população de Santa Maria, esta colónia na Graciosa será a última esperança para a espécie nos Açores”.

A espécie distribui-se pelo nordeste do Atlântico e nidifica nos arquipélagos dos Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde (Macaronésia). Esta colónia será aquela situada mais a Norte.

A descoberta foi uma surpresa porque surgiu quando se estava a investigar outra espécie ameaçada - o paínho-de-monteiro (Hydrobates monteiroi), “a mais pequena ave marinha dos Açores e endémica do arquipélago”, segundo a organização que promove o estudo e a conservação das aves e dos seus habitats em Portugal.

No total, foram identificados 13 ninhos da alma-negra e a estimativa populacional é de 20 casais reprodutores. Os técnicos só tiveram a confirmação quando avistaram estas pequenas aves a incubar o seu único ovo (cada casal só tem uma cria) nos quatro ninhos acessíveis - os restantes ninhos não o são porque esta espécie “escava o ninho bem fundo em fendas e buracos”.

06/07/2017

Festival de Observação de Aves volta a Sagres em Outubro

O próximo Festival de Observação de Aves & Actividades de Natureza realiza-se este ano entre 4 e 8 de Outubro.

Este ano o ‘cabeça-de-cartaz’ é o chasco-cinzento, uma espécie migradora fácil de observar em Sagres na altura de migração. Este passeriforme vem a Portugal reproduzir-se em meados de Abril e por cá fica até ao fim do Verão. No Outono ruma para terras mais quentes, em África.

O evento terá cinco dias inteiramente dedicados à natureza de Sagres e arredores, com actividades de observação de aves, passeios para conhecer a flora e a geologia local, passeios no mar para observar mamíferos marinhos, iniciativas para crianças, entre outras surpresas!
Entre as principais actividades destacam-se as saídas de campo, as saídas de barco, a anilhagem de aves, atividades para crianças, mini-cursos, exposições, monitorização de aves planadoras, palestras, fotografia e muito mais!

Em meados de Julho a organização disponibiliza o programa detalhado e as inscrições serão abertas.

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05/07/2017

 photo 825420_6b35c5bc015242c282cb8b78ca179a6c_zpsopzgilji.pngWALTER ALMEIDA
Setúbal, Portugal

Walter Almeida é um apaixonado por aves, todos os dias  cuida  delas. Coloca-lhes comida, água e observa se estão bem de saúde. “Para se ter aves é preciso gostar delas. A paixão pelas aves está no sangue”, afirma. 




 

04/07/2017

Lançado guia de observação de aves da Pateira com ilustrações de docente da UA

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O “Guia de Observação de Aves para a Pateira de Fermentelos” é uma obra singular, no panorama editorial nacional, construída a pensar nos observadores de aves mais e menos experientes. Apresentando 50 das 150 espécies já referenciadas para o concelho de Águeda, incluindo as mais raras e de difícil observação, o Guia foi estruturado, escrito e desenhado por Fernando Correia, diretor do Laboratório de Ilustração Científica, no Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (UA), para ser um verdadeiro instrumento de consulta local, funcional e prático. 

Enquanto livro temático de consulta, o “Guia de Observação de Aves para a Pateira de Fermentelos” pretende ser um auxiliar de campo para a identificação das espécies de aves de ocorrência mais comum para o concelho de Águeda, em particular junto aos seus recursos hídricos de superfície: a lagoa da Pateira de Fermentelos e galerias ripícolas do Vouga. No entanto, o Guia não esqueceu as espécies mais raras e difíceis de observar, cuja representatividade e importância enquanto espécies de elevado valor conservacionista as leva a serem consideradas como o muito desejado “prémio” em observações feitas pelos birdwatchers mais experimentados.

Assim, a obra procura ser um utilitário sistematizado, onde se maximize as probabilidades de sucesso de identificação em cada saída de observação, mostrando-se apto para um uso recorrente, quer por um público-alvo não especialista em identificação de aves, quer por aqueles já mais experimentados, refere o autor, Fernando Correia. "Dimensões - ideais para utilização no campo -, design e estrutura editorial da obra, fotografias de Armindo Ferreira e iconografia criada especificamente para este fim, todos os elementos se conjugam para ir ao encontro daqueles objetivos”, enumera.

O também diretor do Laboratório de Ilustração Científica da UA afirma ainda: “Houve a preocupação de mostrar também a silhueta em voo, o habitat preferencial, a postura máxima dessas aves e de ainda criar um texto simples mas extremamente informativo, que em jeito de ficha técnica, complementa a informação científica vertida em imagem — tudo num único plano de duas páginas. Um código de cores marginal separa as aves ditas terrestres, das aquáticas, e uma palete de cores identifica e agrega todas aquelas que pertencem á mesma família taxonómica. Para finalizar, um dos dois desdobráveis incluídos no Guia, sistematiza e sintetiza todas as 50 espécies através de uma chave visual de consulta imediata, que indexa e remete o leitor para o plano da espécie no guia iconográfico, com mais informação.”

Criadas com preocupações didáticas, a pensar nos iniciados na observação de aves, sua diferenciação e identificação de aves, as ilustrações são um elemento diferenciador que marca distintivamente este novo guia de avifauna local. O autor contou, para o efeito, com a colaboração de Rosa Alves, Teresa Cunha e Clara Cerviño, ilustradoras formadas no Curso de Formação em Ilustração Científica e que o coadjuvaram na ilustração das várias espécies.

“Foi feito um especial esforço para que o modelo representativo da espécie – o arquétipo desenhado – constituísse uma súmula gráfica dos caracteres diagnosticantes externos, que tipificam determinada espécie (diferenciando-a de outras similares). Assim, em todas elas foi representado o macho ou então o casal, no caso em que o dimorfismo sexual entre macho e fêmea era evidente, ou até, em alguns casos, os juvenis, principalmente em espécies que comprovadamente nidificam na cercania da lagoa.”, explica Fernando Correia, docente do Departamento de Biologia (DBio) da UA. 

Este Guia, que se integra nas comemorações dos 40 anos do DBio, é uma iniciativa da Câmara Municipal de Águeda, para o qual também contribuiram decisivamente vários dos seus recursos humanos, nomeadamente Célia Laranjeira e Isabel Belchior. Assim, os interessados em adquirir o “Guia de Observação de Aves para a Pateira de Fermentelos” poderão solicitá-lo diretamente à Câmara Municipal de Águeda (Divisão de Ambiente e Sustentabilidade).

03/07/2017

 photo 825420_766af04781ea4a31aefa6604bc97dcdc_zpsml7wifpl.pngF.M.MULDER
Strijen, Holanda

Engenheiro aposentado, Mulder utiliza uma parte do seu tempo livre para cuidar das aves. Especializado na criação de agapornis lilianes ele recebe em sua casa, na Holanda,  pessoas de todo o mundo interessadas nas suas aves. “Construí com as minhas próprias mãos a instalações das aves. Quero ter aves até o final dos meus dias”, afirma.



02/07/2017

Zoo de Lourosa com mais 35 aves de espécies em risco cedidas por entidades europeias

O Zoo de Lourosa, em Santa Maria da Feira, é o único parque ornitológico português e tem agora em exposição mais 35 aves de 18 espécies, todas cedidas por instituições europeias e algumas das quais ameaçadas de extinção.

Essas novas 'aquisições' resultam de programas de conservação coordenados pela EAZA - Associação Europeia de Zoos e Aquários, que tem como missão preservar espécies em risco e garantir o bem-estar físico e psicológico dos animais mantidos em cativeiro, para assegurar a propagação das respetivas espécies e a biodiversidade global.

"Há casos em que recebemos novas aves porque se deu o falecimento dos exemplares dessa espécie que tínhamos antes; há outros em que o objetivo é proporcionar o acasalamento a uma ave que está sozinha ou que não consegue ter um relacionamento reprodutivo com a parceira da sua espécie que temos disponível", explica à Lusa a diretora do Zoo de Lourosa, Salomé Tavares.

Segundo a responsável, "este trabalho em rede entre diferentes zoos europeus" permite fazer uma "melhor gestão" da população de aves do zoo, "focando as atenções não tanto na espécie em geral, mas, sobretudo, nas condições de vida concretas do espécime individual" que se está a proteger.

Entre os novos habitantes do parque ornitológico português inclui-se, por exemplo, um casal de Cegonhas de Abdim (Ciconia abdimii), disponibilizadas pelo Zoo de Lagos, em Portugal, e nunca antes disponíveis em Lourosa. 

Originárias do território a sul do Deserto do Saara e sudoeste da Arábia, essas aves nidificam em aldeias e são conhecidas como "Trazedoras de Chuva", por chegarem ao povoado na época de maior precipitação. 

Os seus ninhos mantêm-se imperturbados por muito que possam ser instalados em locais inconvenientes, o que se deve à superstição de que a sua presença é decisiva para o sucesso das colheitas e, consequentemente, para a sobrevivência da população.

Ao parque de Lourosa também chegou o Papagaio de Fonte Vermelha (Amazona viridigenalis), cedido pelo Zoo de Barcelona, característico do nordeste do México e atualmente com estatuto de espécie ameaçada de extinção. 

Nómadas e gregárias, essas aves podem ainda ser avistadas em meios urbanos da Flórida e da Califórnia, nos Estados Unidos, em resultado da fuga de papagaios de estimação.
Outra espécie que chegou a Lourosa "quase ameaçada" é o Faisão Argus (Argusianus argus), cedido pelo Dierenpark Planckendael, da Bélgica.

Originário da Península da Malásia, Sumatra e Bornéu, tem uma cauda cujas penas centrais podem atingir os 1,43 metros de comprimento e, como ritual de acasalamento, cria para a fêmea uma arena em que se exibe abrindo e invertendo as asas, até esconder entre elas a própria cabeça. 

Outras espécies que agora se podem conhecer no Zoo de Lourosa são o Calau Enrugado (enviado pelo Zoo de Ustí nad Labem, na República Checa), a Ave Martelo (pelo Burgers' Zoo da Holanda) e o recém-descoberto Pombo Coroado de Slater (pelo Zoo de Leipzig, na Alemanha).

O parque ornitológico português também continua a ser o único zoo em Portugal que abriga espécimes de Urubu-Rei (Sarcoranphus papa). Graças a isso, coordena na Europa o programa de preservação dessa espécie e disponibilizou ao Burger's Zoo da Holanda um macho reprodutor, do que resultou uma cria em 2014.

Atualmente, o zoo português aguarda que o seu macho de três anos de idade atinja a maturidade para iniciar a reprodução com a fêmea de seis e, enquanto isso, gere também as condições de vida de mais 45 casais de urubu-rei distribuídos pela Europa, para garantir que essa população se mantenha "saudável e próspera".

Salomé Tavares reconhece que, sendo essa uma espécie da família dos abutres, a sua reputação popular não é a mais positiva, mas encara a ave da América Central e do Sul numa outra perspetiva: "o urubu-rei é o mais colorido de todos os abutres e tem uma função muito importante no seu habitat porque é uma espécie recicladora da natureza".

13/06/2017


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Birdmarket
Zwolle, Holanda

O Birdmarket, realizado no mês de Setembro, em Zwolle na Holanda, contou com cerca de 50 000 pássaros e 7 000 pesssoas, entre vendedores e visitantes, segundo informou   a organização do evento. O mercado atrai pessoas de todo o mundo e  constitui-se num importante espaço de venda e compra de aves na Europa.




http://avespaixaoeuropeia.wixsite.com/webdocumentarioaves/feira-de-zwolle

12/06/2017


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Feira do Porto
Porto, Portugal

É uma feira tipicamente portuguesa que acontece, nas manhãs de domingo, na cidade do Porto, na Praça do Centro Português de Fotografia. Conhecida como a feira dos pássaros pode-se encontrar nela as aves mais comercializáveis em Portugal, como os canários, os agapornis e os periquitos. 





http://avespaixaoeuropeia.wixsite.com/webdocumentarioaves/feira-do-porto

11/06/2017

Douro Internacional acolhe primeiro festival ibérico dedicado à observação de aves

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A cidade de Miranda do Douro acolhe entre 23 e 25 de junho o ObservArribas – 1.º Festival Ibérico de Natureza das Arribas do Douro que trará ao território meia centena de atividades ligadas ao turismo de natureza e cultural.
"Trata-se do primeiro festival ibérico dedicado à temática da observação de aves e conservação da natureza, numa região onde se juntam dois parques naturais ibéricos de grande valor ambiental cultural ", disse hoje à Lusa o coordenador do projeto, Joaquim Teodósio.
A organização do certame resulta de uma parceria entre o município de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e o projeto transfronteiriço "Life Rupis", que se dedica à conservação do britango e águia perdigueira.

10/06/2017


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Manuel Alves
São João de Ver, Portugal

Manuel Alves é proprietário da empresa portuguesa Alves Pets. Ele importa e exporta animais exóticos, também é criador de diversas espécies de aves como a Arara-azul, a Jandaia Sol, os Cucaburras e a Princesa de Gales.





http://avespaixaoeuropeia.wixsite.com/webdocumentarioaves/manuel-alves

08/06/2017


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João Petiz
Lourosa, Portugal 

Ele é um rapaz de 23 anos que desde menino esteve em contato com aves, pois ajudava o pai e o tio a tratar delas. A partir da influência de um amigo que criava pombas ele decidiu  começar a criá-las. Seguiram-se  os faisões e os papagaios. “Estar entre as aves significa ter um momento de distração e relaxamento”, afirma.






http://avespaixaoeuropeia.wixsite.com/webdocumentarioaves/joo-petiz

07/06/2017

Filhote de ave extinta há mais de 30 anos nasce em criadouro de Borá

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Filhote de Mutum-de-Alagoas é o primeiro a nascer em território paulista

Os pesquisadores de um criadouro de Borá, no interior de São Paulo, tiveram sucesso na reprodução de um filhote de Mutum-de-Alagoas, ave que está extinta na natureza há 36 anos. Segundo os pesquisadores do criadouro, que existe há 7 anos, esse é o primeiro filhote da espécie nascido no Estado de São Paulo.

O Instituto Pauxi Mitu faz parte do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Mutum-de-Alagoas, coordenado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio). O instituto recebeu em setembro do ano passado seis casais da espécie, que é nativa da Mata Atlântica e vivia nas áreas próximas à foz do Rio São Francisco. No criadouro, as aves vivem em um ambiente preparado para ser o mais semelhante possível do habitat natural delas mas, por enquanto, somente um dos casais conseguiu se reproduzir.

“Eles chegaram no meio da fase de reprodução, que vai de agosto até fevereiro, e tem que ser respeitado o período de adaptação com o novo lugar, com a alimentação. Então foi colocado apenas um ovo, mas obtivemos sucesso”, conta a bióloga responsável do criadouro, Erica Coriolano.

A bióloga conta ainda que esse único filhote por pouco não foi perdido. “Os mutuns colocam ovo sempre no mesmo período do dia, entre 17 e 17h30 e no dia que o ovo foi colocado no ninho choveu bastante e uma das funcionárias o encontrou perto do bebedouro das aves e me ligou dizendo que estava quebrado. É uma tristeza para gente quando isso acontece, mas a gente sempre guarda os ovos para análise e quando cheguei vi que não estava aparentemente quebrado. Nós fizemos um exame, chamado ovoscopia, quando a gente emite uma luz e analisa todo o ovo e vi que ele não estava danificado. Estava tudo certo então levamos para chocadeira e 30 dias depois nasceu o filhotinho.” 

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Pesquisadores realizaram o exame de ovoscopia para certificar que estava tudo bem com o ovo

Mutum na natureza

Os primeiros registros da ave que se tem conhecimento foram feitos pelo pesquisador alemão George Marcgrave, no século 18, quando veio ao Brasil durante o período da invasão holandesa. A beleza e o tamanho do Mutum chamaram a atenção do expedicionário. Só que a caça predatória e o desmatamento para o plantio de cana são apontados como os principais motivos para a sua quase extinção.

Depois, somente em 1951, o ornitólogo Olivério Pinto redescobriu o mutum em suas andanças em solo alagoano. Já na década de 1970, o engenheiro Pedro Nardelli esteve em Alagoas com a missão de encontrar a ave. Somente em 1981, ele conseguiu êxito em sua busca e levou seis exemplares para um criadouro particular no Rio de Janeiro. De lá, a ave foi levado para criadores particulares em Minas Gerais.

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Mutum-de-alagoas está em extinção na natureza há mais de 30 anos
De acordo com a bióloga do Instituto Pauxi Mitu, atualmente existem pouco mais de 200 mutuns de Alagoas puros vivendo em criadouros, a maioria em Contagem (MG). “Dizemos puros, porque o Mutum-de-Alagoas está extinto, ele não é mais encontrado na natureza, e a recuperação da espécie começou com cruzamento com outra espécie, o mutum-cavalo, com características parecidas, pois só foram encontradas na natureza três aves do mutum, uma fêmea e dois machos e por isso foi feito o pareamento genético para fazer o cruzamento e poder salvar a espécie. Mas, agora estamos voltando para a espécie pura, graças ao avanço dos estudos sobre DNA.”

Os esforços dos pesquisadores em recuperar a espécie tem o objetivo de promover reintrodução do mutum no seu habitat natural. A soltura do filhote e também de outras aves da espécie está programada para setembro desse ano e irá ocorrer em uma área de reserva ambiental de 978 hectares do estado de Alagoas.

Mas os casais ficam em Borá para continuidade do trabalho de preservação. “Nós estamos muito esperançosos e acreditamos no nascimento de mais filhotes. É um trabalho muito gratificante acompanhar tudo isso desde o comecinho, o ovo e o filhote se desenvolvendo nele, o nascimento e depois a possibilidade de reintroduzir na natureza uma espécie em extinção”, ressalta Erica.

No criadouro também existem trabalho de recuperação de outras espécies ameaçadas, como o papagaio rodocotita. E a maioria das aves mantidas no instituto vem de apreensões feitas pela Polícia Ambiental em cativeiros irregulares. 

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Viveiro funciona em Borá no Instituto Pauxi Mitu
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Erica conta que existem outras aves no viveiro, como o papagaio Rodocorita

06/06/2017


 photo 825420_2a60c080c45f4237b2811be4ff4f9bb8_zpsqxewsttj.pngPaulo Germano
Cadaval, Portugal

Paulo Germano é criador de agapornis e ring necks, as suas aves já receberam diversos prémios. Ele também é juiz de pássaros e, como tal, participa de diversas exposições de aves, em Portugal.  







  
http://avespaixaoeuropeia.wixsite.com/webdocumentarioaves/paulo-germano

04/06/2017

Abutres gay chocaram ovo de cria que adotaram

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Aves chocaram ovo durante dois meses e estão a criar o abutre bebé, agora com 20 dias, em conjunto.
Dois abutres macho do Jardim Zoológico Artis, em Amesterdão, tornaram-se no primeiro casal gay a adotar uma cria. Os dois estão juntos "há alguns anos", segundo os responsáveis do zoo, citados pela BBC, e agora chocaram um ovo e estão a tomar conta da cria de 20 dias.
"Já os temos há alguns anos. Eles constroem sempre junto um ninho e acasalam", referiu Job van Tol, do zoo Artis. Foi este comportamento que levou os tratadores a entregar um ovo abandonado pelas outras aves ao casal. "Não tínhamos garantia de sucesso e por isso foi um pouco arriscado, mas pensámos, que esta era a oportunidade deles."
O casal é descrito como "muito unido" e tem acompanhado a cria de perto. Os dois têm alimentado o bebé de 20 dias. "Tal como os pinguins, os abutres também partilham as tarefas. As fêmeas põem ovos, mas são chocados em conjunto e tanto fêmeas como machos procuram comida. Os machos estão programados para cuidar, também."
Esta foi a primeira incubação bem-sucedida em cinco anos, no Artis. Outra ave nasceu no mesmo período, de um casal heterossexual resgatado de um acidente rodoviário em Espanha. "Duas histórias muito especiais", sublinhou Job van Tol.

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